Atletismo é destaque paralímpico

Atletismo é destaque paralímpico

Quem acompanhou as provas de Atletismo durante os jogos Olímpicos está tendo uma nova oportunidade para vibrar com o desempenho dos atletas paralímpicos.

Na verdade, esses atletas participam da modalidade desde 1960, quando aconteceu a primeira edição dos jogos paralímpicos, na Itália. E a partir dos jogos de Nova Iorque (EUA), em 1984, o Brasil começou a receber as primeiras medalhas.

Somente no primeiro dia de competição dos jogos Paralimpicos 2016, o Brasil já conquistou duas medalhas: uma de prata e outra de ouro, nos 5000 m com Odair Santos, e no salto em distância com Ricardo Costa de Oliveira, respectivamente.

O atletismo brasileiro nas edições dos jogos paralímpicos passou a brilhar com mais força a partir de 2004, com 16 medalhas arrematadas em Atenas. Em 2007, os Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro foram outro marco no esporte, quando a delegação nacional conquistou 73 medalhas apenas no atletismo, sendo 25 de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, terminando com o primeiro lugar geral.

Um destaque da modalidade no Brasil é Terezinha Guilhermina, que possui cegueira total decorrente de uma deficiência congênita chamada retinose pigmentar. Ela já coleciona seis medalhas, sendo que três são de ouro. Uma das características principais da atleta é a alegria.

Guilhermina corre os 100, 200 e 400 metros com a ajuda de um guia. “Deus não errou quando me fez com deficiência. Ele deu os olhos para quem estava do meu lado, e quando eu preciso, eu pego emprestado”, explica com muito bom humor.

O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional. Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas.

Outro atleta paralímpico que irá representar o país nas modalidades 100, 200 e 4 x100 masculino é Diogo Ualysson, que também é deficiente visual. Ele pede que todos assistam aos jogos, e reforça que quem está no Rio deve ir à cidade olímpica. “Só indo para realmente perceber o quanto é grandioso este movimento. Vamos juntos, e Brasil na cabeça”.

Fonte: Blog da Saúde