Ministro diz que governo poderá contratar mais médicos cubanos

Ministro diz que governo poderá contratar mais médicos cubanos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (4) que, se for necessário, poderá assinar um termo aditivo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para trazer mais médicos cubanos, além dos 4 mil já contratados, para participar do programa Mais Médicos. A declaração foi feita após a chegada em Brasília, de um grupo de 215 profissionais vindos de Havana, recebidos pelo ministro no aeroporto.

Padilha explicou que a meta do governo é contratar até março do ano que vem 13 mil médicos para o programa, que tem por objetivo reforçar o atendimento básico em cidades do interior e periferias de grandes metrópoles. Até lá, o governo vai “avaliando mês a mês”, disse, sem detalhar quantos cubanos poderão vir a mais.

Se for necessário, nós traremos não só mais médicos da cooperação internacional com Cuba, como também de outros países”
Alexandre Padilha,
ministro da Saúde

“Se for necessário, nós faremos um aditivo no próprio convênio da Organização Panamericana para trazer mais profissionais médicos, se for necessário. Agora, a meta de 13 mil nós queremos atingir em março. Se for necessário, nós traremos não só mais médicos da cooperação internacional com Cuba, como também de outros países”, afirmou.

A vinda de profissionais de Cuba recebeu críticas pelo fato de o pagamento ser feito à Opas, que repassa ao governo cubano, que então remunera os profissionais. Os demais médicos do programa recebem, cada um, R$ 10 mil, pagos diretamente em suas contas bancárias, além de ajuda de custo. Pelos 4 mil médicos da ilha, o governo desembolsará R$ 511 milhões até fevereiro de 2014.

Os 215 cubanos que desembarcaram nesta segunda vieram num voo vindo de Havana que pousou em Brasília por volta das 22h30. Outros 255 devem chegar ainda durante a madrugada e integram um total de 3 mil médicos de Cuba contratados pelo governo na segunda etapa do programa.

Segundo o Ministério da Saúde, eles devem começar a trabalhar em dezembro. Antes, fazem três semanas de curso sobre doenças mais comuns da região onde irão atuar e conhecer a estrutura hospitalar e de emergência da rede pública.

Um deles, Hector Torres, 49 anos de idade e 21 de medicina, relatou já ter integrado missões em outros países. “Vamos trabalhar juntos. A medida que for passando o tempo vamos melhorando. Nós vamos nos sentir muito bem na terra brasileira”, disse.

Ariel Hernández, 38 anos, 12 de medicina, disse que veio para trabalhar junto com brasileiros. “Estamos aqui para trabalhar em conjunto com os brasileiros. Nosso trabalho está focado principalmente na prevenção de doenças crônicas e enfermidades transmissivas”, disse.

Atualmente, segundo o ministério, 3,6 mil profissionais participam do Mais Médicos – 819 brasileiros e 2,8 mil estrangeiros. De acordo com a pasta, o programa vai totalizar 2013 com mais de 6,6 mil profissionais.

Segundo cálculos do governo, 12,6 milhões de brasileiros já residem em locais atendidos por médicos do programa. O grupo de 3 mil cubanos deverá beneficiar 10,3 milhões de pessoas.

 

Fonte: G1